PDF Imprimir e-mail
“Natural hazard are a part of life. But hazard only become disasters when people’s lives and livelihoods are swept away…let us remind ourselves that we can and must reduce the impact of disasters by building sustainable communities that have long-term capacity to live with risk”
(Kofi Annan, Secretário-Geral das Nações Unidas, em 2003, no Dia Internacional para a Redução dos Desastres Naturais)

Os desastres naturais mais frequentes estão associados a fenómenos meteorológicos extremos.
Os grandes temporais, os tornados, os ciclones e tufões, com ventos muito fortes e precipitações intensas, podem ser devastadores. Precipitações intensas muito prolongadas ou o degelo da neve acumulada podem provocar inundações de grandes bacias hidrográficas. Precipitações de intensidade extrema, ainda que pouco prolongadas, podem provocar, num período de algumas horas, ou mesmo em minutos, inundações locais e derrocadas. A sobreelevação do nível do mar associada a ciclones (tropicais ou extra tropicais), apesar das grandes obras de protecção que têm contido os seus efeitos nalguns pontos mais sensíveis da Europa, continua a ser um dos fenómenos meteorológicos que causa maior número de mortes a nível mundial.
Por outro lado os períodos de seca prolongada podem ser desastrosos e, de forma directa ou indirecta, causar extensa miséria e ceifar inúmeras vidas em várias regiões do Globo.
Também não são de excluir cenários em que alterações da composição química da atmosfera e as correspondentes modificações da radiação solar que atinge a superfície do Globo se venham a revelar catastróficas.
As alterações climáticas poderão vir a alterar os padrões de risco associados a alguns destes fenómenos, podendo nalgumas regiões aumentar a sua frequência e intensidade.
A progressiva elevação do nível médio do mar continuará a ser uma preocupação em especial nalgumas ilhas e regiões costeiras de altitude muito baixa ou negativa.
Outro grande grupo de desastres naturais, embora menos frequentes mas potencialmente mais destrutivos em número de vítimas e prejuízos materiais, está associado a fenómenos da geodinâmica interna da Terra dos quais se destacam os sismos, tsunamis, deslizamentos de terra e erupções vulcânicas.
Em geral, os fenómenos naturais destruidores não podem ser evitados, mas podem ser minorados os seus impactos no que respeita à perda de vidas e bens.
Para isso, será necessário trabalhar em várias frentes:

Científica, de forma a aumentar o conhecimento e conduzir a uma melhor compreensão dos diferentes fenómenos extremos (meteorológicos e geofísicos) que podem provocar desastres naturais. A identificação e caracterização dos riscos associados, a preparação de sistemas de aviso e a planificação de acções, são desafios que necessitam de mais e melhor conhecimento científico;
Educacional, quer para a comunidade científica quer, principalmente, para a população civil, de forma a melhor colaborar com as autoridades (protecção civil, etc.). O aumento do conhecimento permite melhor planeamento, organização, cooperação e coordenação;
Política e Social, pela necessidade de coordenação organizacional e cooperação nacional e internacional tendo em vista uma ordenação territorial e social que tenha em conta os riscos naturais.

Compete às instituições científicas que trabalham nestas áreas mostrar aos governantes as potencialidades do seu saber. Devem aprofundar e actualizar os seus conhecimentos especializados de modo a estarem aptas a fornecer elementos que permitam melhorar o planeamento e organização do território, a produzir os pareceres técnicos adequados e a emitir avisos e alertas de riscos naturais.
 

anuncio.jpg

 

Realizou-se, com o maior número de comunicações de sempre e com elevado nível científico, o 6º Simpósio de Meteorologia e Geofísica/10º Encuentro Luso-Español de Meteorología, este ano focado no tema Desastres Naturais – Um Desafio para a Humanidade.A Comissão Organizadora do Simpósio lembra a todos os participantes que a data limite para entrega das comunicações alargadas é 30 de Abril. Em breve estarão disponíveis no site da APMG http://www.apmg.pt/ os abstracts das apresentações efectuadas no Simpósio.

 

Desastres Naturais

Um Desafio para a Humanidade

Ler mais...

planetaTerra.jpg

PDF Imprimir e-mail
“Natural hazard are a part of life. But hazard only become disasters when people’s lives and livelihoods are swept away…let us remind ourselves that we can and must reduce the impact of disasters by building sustainable communities that have long-term capacity to live with risk”
(Kofi Annan, Secretário-Geral das Nações Unidas, em 2003, no Dia Internacional para a Redução dos Desastres Naturais)

Os desastres naturais mais frequentes estão associados a fenómenos meteorológicos extremos.
Os grandes temporais, os tornados, os ciclones e tufões, com ventos muito fortes e precipitações intensas, podem ser devastadores. Precipitações intensas muito prolongadas ou o degelo da neve acumulada podem provocar inundações de grandes bacias hidrográficas. Precipitações de intensidade extrema, ainda que pouco prolongadas, podem provocar, num período de algumas horas, ou mesmo em minutos, inundações locais e derrocadas. A sobreelevação do nível do mar associada a ciclones (tropicais ou extra tropicais), apesar das grandes obras de protecção que têm contido os seus efeitos nalguns pontos mais sensíveis da Europa, continua a ser um dos fenómenos meteorológicos que causa maior número de mortes a nível mundial.
Por outro lado os períodos de seca prolongada podem ser desastrosos e, de forma directa ou indirecta, causar extensa miséria e ceifar inúmeras vidas em várias regiões do Globo.
Também não são de excluir cenários em que alterações da composição química da atmosfera e as correspondentes modificações da radiação solar que atinge a superfície do Globo se venham a revelar catastróficas.
As alterações climáticas poderão vir a alterar os padrões de risco associados a alguns destes fenómenos, podendo nalgumas regiões aumentar a sua frequência e intensidade.
A progressiva elevação do nível médio do mar continuará a ser uma preocupação em especial nalgumas ilhas e regiões costeiras de altitude muito baixa ou negativa.
Outro grande grupo de desastres naturais, embora menos frequentes mas potencialmente mais destrutivos em número de vítimas e prejuízos materiais, está associado a fenómenos da geodinâmica interna da Terra dos quais se destacam os sismos, tsunamis, deslizamentos de terra e erupções vulcânicas.
Em geral, os fenómenos naturais destruidores não podem ser evitados, mas podem ser minorados os seus impactos no que respeita à perda de vidas e bens.
Para isso, será necessário trabalhar em várias frentes:

Científica, de forma a aumentar o conhecimento e conduzir a uma melhor compreensão dos diferentes fenómenos extremos (meteorológicos e geofísicos) que podem provocar desastres naturais. A identificação e caracterização dos riscos associados, a preparação de sistemas de aviso e a planificação de acções, são desafios que necessitam de mais e melhor conhecimento científico;
Educacional, quer para a comunidade científica quer, principalmente, para a população civil, de forma a melhor colaborar com as autoridades (protecção civil, etc.). O aumento do conhecimento permite melhor planeamento, organização, cooperação e coordenação;
Política e Social, pela necessidade de coordenação organizacional e cooperação nacional e internacional tendo em vista uma ordenação territorial e social que tenha em conta os riscos naturais.

Compete às instituições científicas que trabalham nestas áreas mostrar aos governantes as potencialidades do seu saber. Devem aprofundar e actualizar os seus conhecimentos especializados de modo a estarem aptas a fornecer elementos que permitam melhorar o planeamento e organização do território, a produzir os pareceres técnicos adequados e a emitir avisos e alertas de riscos naturais.
 
bannerBottom.jpg
© 2010 6º Simpósio de Meteorologia e Geofísica da APMG e 10º Encontro Luso-Espanhol de Meteorologia
Joomla! is Free Software released under the GNU/GPL License.